canto daquele lugar pertencia a mim.
Uma noite, enquanto desempacotava algumas caixas, encontrei uma fotografia do nosso casamento.
Daniel e eu aparecíamos sorrindo.
Fiquei olhando para ela durante alguns segundos.
Não senti ódio.
Nem tristeza.
Apenas gratidão.
Porque aquela mulher da fotografia havia aprendido algo que jamais esqueceria:
O amor não significa suportar qualquer coisa para manter um casamento.
E perdoar não significa voltar.
Às vezes, a maior demonstração de amor-próprio é simplesmente fechar uma porta.
No dia seguinte, recebi uma última mensagem de Daniel.
“Você algum dia me amou