“Minha sogra disse: ‘Se você morar aqui, você paga todas as contas.’ Eu sorri e respondi: ‘Perfeito. Então eu volto para a casa que comprei antes de me casar.’ Meu marido empalideceu e perguntou: ‘Qual casa?’ Naquele momento, percebi que eles tinham escondido algo de mim.”

—Não pertence a ninguém.

Andrés elevou a voz pela primeira vez.

—Ninguém disse isso!

Lúcia se virou para ele.

—Então devolva-me o meu passaporte.

Seu silêncio o traiu.

Carmen cerrou os dentes.

—Não seja ridículo. Ninguém está te sequestrando.

—Reter documentos pessoais não é sinal de amor, senhora.

Andrés tentou se aproximar.

—Querida, escuta. Se você colocar a casa no nome dos dois, tudo vai ficar bem. Podemos conseguir um empréstimo, consolidar algumas dívidas, investir nessa casa. É para o nosso futuro. Imobiliário

“Nosso futuro?” perguntou Lúcia. “Ou o rombo