verdade?”
Olhei para a tela.
E respondi:
“Sim. Por isso dói tanto. Mas justamente porque eu te amei, sei que mereço algo melhor do que aquilo que você me deu.”
Bloqueei o número dele.
Coloquei o telefone sobre a mesa.
Abri a janela.
O ar fresco da manhã entrou no quarto.
E eu sorri.
Naquele dia, compreendi que não havia perdido cinco anos da minha vida.
Eu havia recuperado o resto dela.
E aquela palavra que o deixou pálido naquele avião já não era uma provocação.
Era o começo da