O tabelião soltou uma pequena risada ao ler a herança deixada para Emily Carter.

desviou o olhar primeiro.

Emily esboçou um leve sorriso.

Aquele detalhe também ficou guardado.

Havia onze dias que William Carter, seu pai, fora encontrado morto no apartamento em Madri.

A versão oficial dizia infarto.

Setenta e um anos.

Histórico de hipertensão.

Nenhum sinal de violência.

Caso encerrado.

Emily havia aceitado o diagnóstico porque parecia lógico.

Até aquele momento.

Até aquele lago.

Até aquela frase.

“Nunca vender.”

Porque William Carter nunca fora sentimental em relação a propriedades.

Ele comprava edifícios, vendia terrenos, especulava com áreas industriais e transformava armazéns abandonados em