Antes de Nico nascer, Arturo e sua esposa haviam viajado para Puerto Vallarta. Lucía pegou essa concha na praia e, durante a gravidez, costumava segurá-la na orelha, rindo da ideia de que seu filho um dia ouviria “o mar guardado lá dentro”.

ao meu.

Não havia oceano dentro, é claro.

Apenas um pequeno ronco constante, parecido com vento.

Mas quando Arthur apagou a última lâmpada e sentou ao nosso lado no chão, pensei que às vezes um lar começa assim: não quando todos param de ter medo, mas quando finalmente param de se esconder atrás dele.